N. T. Wright
Primeiro, é parte de uma teologia saudável da vida cristã que nós rejeitamos o triunfalismo, particularmente a idéia de que qualquer ramo, tradição ou segmento da igreja cristã tenha conseguido toda a verdade que alguém precise. Isto poderia parecer simplesmente um impulso protestante, mas é encontrado da mesma forma na maioria dos melhores teólogos católicos e ortodoxos. E isto requer que nós todos herdemos nossas tradições como críticos internos; como vivendo fielmente e lealmente dentro de nossas tradições cristãs, e ainda assim sabendo que nós mesmos fomos chamados, precisamente como parte desta lealdade fiel, para estarmos constantemente alerta para caminhos nos quais a tradição distorceu a escritura ou o evangelho, ou tenha perdido alguma coisa que seja vital para sua vida saudável contínua. Freqüentemente, este papel de ser crítico interno é reduzido simplesmente ao emotivismo: eu não gosto disto, vocês não estão confortáveis com aquilo. Mas isto não nos leva a lugar algum. O que é necessário, vez após vez, é pensamento: discussão e insight cuidadosos, sábios e razoáveis que criticarão o que está errado e trabalhar o caminho adiante apropriado. O que é requerido, em resumo, é que as pessoas amem a Deus com suas mentes, assim como com seus corações, e trazer aquele amor para marcar a vida do povo de Deus. Esta, na verdade, foi uma das principais idéias do Iluminismo: que a Razão devia ser usada, não como uma arma contra a fé, mas como uma arma contra o tradicionalismo não pensante e batalhas não pensantes dentro de tradições. Racionalmente expor as coisas é uma maneira de mover sem manipular: é parte do amor ao próximo como a si mesmo, ao invés de ou forçar o próximo a concordar por pressão física ou emocional ou desistir e permanecer contente com um segundo melhor por medo de uma explosão.
Por Daniel Vieira




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